quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Existe idade certa para fazer sexo?


Carol Patrocínio

“Queria saber se é aconselhável fazer sexo com 13 anos. Tipo, eu tenho essa idade e estou com muita, mas muita, vontade de fazer. Tipo uma coisa de louco, incontrolável. Isso é normal? Pode ou não fazer com essa idade? Até porque todos os meus amigos já fizeram…”

Lá vamos nós para mais um post em que serei xingada por religiosos, celibatários e gente que gosta de me xingar a toa.

Sexo é uma coisa cultural. Se eu disser que 13 anos é uma idade absurda para o relacionamento sexual estarei sendo hipócrita e fingindo que o mundo acaba nas fronteiras da América. Existes lugares no mundo em que meninas mais novas já são mães e isso é algo normal. Não serei mentirosa.

Não sou psicóloga, nem sexóloga, não estudei medicina e pode ser que digam que vão me processar pelo texto a seguir, mas são reflexões sem cunho científico, que fique bem claro e avisado.

O que indica a maturidade sexual do corpo, pelo que eu sei, é quando a menina menstrua e o garoto ejacula. Pronto, a natureza diz que a partir desse momento, como bons animais, podemos reproduzir. Esse é o ponto inicial da discussão. Seu corpo está pronto, mas você quer mesmo agir como um cachorro que apenas porque sentiu cheiro de fertilidade vai lá e completa o ato?

Agora chegamos ao momento de pensar como os animais RACIONAIS que somos. Sexo não é apenas reprodução, se fosse, você não faria porque tem vontade, esperaria o casamento e seguiria as regras que a igreja prega. Quando você me fala que tem uma vontade incontrolável prova isso. E já que você quer fazer sexo por prazer, vamos pensar em outras questões.

O que é estar pronto?


Você sabe que está pronto para fazer sexo quando isso se torna uma coisa natural. Não é algo pensado, marcado ou pago. Sexo deve ser feito com quem se gosta, com quem você se importa e se importa contigo. Ok, podem dizer que estou sendo romântica em relação a isso, mas é o meu conselho. Não tenha sua primeira vez com uma profissional – ela pode te ensinar os movimentos, mas quem disse que você estará calmo quando o que estiver em jogo for sentimentos?

O momento certo é aquele em que não passam dúvidas na sua cabeça. Você sabe que seu corpo está pronto, você se conhece, se entende e sabe quais são as consequências do ato sexual. Claro que todo mundo sabe que quem faz sexo pode gerar um bebê, mesmo com camisinha, mesmo com anticoncepcional. Você poderia arcar com isso, emocionalmente falando?

Pode ou não fazer com essa idade?


Apenas por fazer essa pergunta você eu posso dizer que você não está pronto e que a experiência não seria boa. Aquele papo de que sexo é bom até quando é ruim é a maior mentira que existe. Sexo é bom, mas pode ser péssimo e traumático.

Pra que ter pressa? Você tem taaaaaantas coisas a fazer antes de chegar ao sexo com penetração. Amassos, beijos, carícias, sexo oral… Quem disse que só com penetração uma pessoa é feliz?

Todos os meus amigos já fizeram


MEN-TI-RA! Sério, eles podem dizer que fizeram, mas não é verdade. Meninos precisam se impor, mostrar que são os melhores e por isso acabam contando vantagem em quase tudo. Aos 13 anos nem em uma “casa especializada” eles conseguiriam e quantas garotas dessa idade fariam sexo com eles? Porque vamos ser realistas, eles não vão dizer que tiveram a primeira vez com uma menina mais velha, vão?

E outra, se você está se baseando nas experiências sexuais dos seus amigos para ter a sua, pode parar. Cada um tem seu momento.

Continue se divertindo sozinho, depois encontre uma garota especial para participar dessa diversão passo-a-passo. Nada de ter pressa. Pensa assim, você ainda tem 13 anos, a esperança de vida de um brasileiro é de 72,9 anos*, então se você esperar até os 15, pelo menos – e eu não serei hipócrita achando que você esperaria mais do que isso -, ainda terá muuuuito tempo para praticar! ;)

Tem alguma dúvida sobre garotas? Mande um e-mail para carol.patrocinio@ig.com.br e venha ler a resposta aqui!

* Segundo dados do IBGE divulgados este ano, mais precisamente ontem – 2 de dezembro.

Entenda a nova onda das escolas: as pulseiras do sexo


No Brasil, isso realmente existe ou é apenas mais um modismo nos acessórios de moda?

Carol Patrocinio, iG São Paulo


Nas últimas semanas todos os jornais do país noticiaram o uso de pulseiras com conotação de acessório sexual por adolescentes de todo o Brasil, influenciados por uma moda inglesa que inclui o uso das tais pulseiras do sexo (shag bands) e jogos sexuais. Conversamos com jovens do Brasil e de Londres para entender um pouco melhor esse caso e descobrir se é apenas um alarde para algo que não existe de verdade.

Shag Bands, anéis da pureza, pulseiras pro-ana (anorexia) ou pro-mia (bulimia). Se você é adolescente, ou foi há pouco tempo, sabe muito bem do que estamos falando. A cada ano surge um novo boato, uma nova história de alguém que tem um amigo que soube da vizinha...

As pulseiras do sexo tiveram sua primeira aparição no jornal inglês The Sun, conhecido por seu sensacionalismo. Segundo a publicação, os jovens ingleses usam a pulseira para trocar “favores sexuais”. No mesmo texto ainda é falado sobre um tipo de festa frequentada por jovens a partir de 14 anos, com bebidas e drogas a vontade, que terminaria em sexo sem proteção ou parceiro fixo.

No Brasil, a história tem tomado proporções assustadoras e é falado em todos os ambientes – desde as escolas, os escritórios ou as mesas de jantar. Pais estão desesperados e filhos tentam entender quando foi que começou todo o caos. Vamos entender, primeiro, o que é que estão dizendo dessas pulseiras.

Essa pulseiras, que foram muito usadas nos anos 80 e 90, são feitas à base de silicone, custam pouco e existem em variadas cores. O que dizem é sobre uma brincadeira que se chama “snap”: o garoto escolhe uma pulseira, retira do braço da menina e tenta arrebentá-la, a cor representa qual a prática sexual que será realizada a seguir, caso a pulseira se quebre – uma versão moderna do ingênuo “pêra, uva, maçã ou salada mista”.

Ainda segundo o tablóide inglês, ao saber do uso das pulseiras, professores começaram o boato de que os acessórios seriam feitos a partir de preservativos usados, para tentar desmotivar os jovens.

No Brasil, as pulseiras começaram a fazer sucesso antes da descoberta do seu significado. Quando a matéria do jornal inglês começou a ser retransmitida por e-mail muitas escolas proibiram o uso dos objetos e informaram os pais do perigo de sua utilização. O trecho abaixo foi retirado do site do colégio Marista:

“Pedimos que, com discernimento e serenidade, vejam as notícias veiculadas nos jornais e internet acerca das 'pulseiras coloridas' e conversem sobre o melhor posicionamento para seus filhos e filhas”

E quanto aos adolescentes? No Twitter, sempre alguém ouviu falar que em certo lugar rola, mas não há provas, ninguém comenta que usa a pulseira com intenção sexual. Em comunidades de redes sociais o único comentário é sobre a falta de importância ao significado que querem dar para o acessório.

Em Londres, Letícia diz que nunca tinha ouvido falar do assunto: “Eu nunca tinha ouvido falar dessa tal de shag band, daí fui pesquisar sobre e morri de rir com o que li...”. Pelo jeito, na Inglaterra o assunto também não tem sido levado tão a sério assim.

Você conhece alguém que usa as pulseiras com conotação sexual? Tem alguma história para contar? Acha que na verdade estão dando ideias de brincadeira aos adolescentes? Mande pra gente através do Minha Notícia ou deixe um comentário!

domingo, 25 de outubro de 2009

Ereção:Dá para controlar a hora em que ela acontece?



“Bom dia, doutor!
Gostaria de saber como faço para evitar ereção indesejada. Porque só acontece a ereção indesejada em locais como ônibus lotado, vestiários, etc. Portanto, me incomoda muito! Como evitá-la?”

A medicina ainda está longe de poder fornecer respostas a estímulos naturais, primitivos e que fazem parte da exteriorização dos sentimentos e da sexualidade.

Evitar uma ereção indesejada é uma delas, já que o processo que desencadeou esta reação corporal tem, no fundo, uma trilha que se manifestará durante toda vida sexual do homem, como os estímulos olfativos, visuais ou de tato, desencadeiam no cérebro complexos mecanismos químicos que enviam sinais elétricos através da medula espinhal em direção ao nervos pudendos e daí aos ramos penianos, em que outras cadeias químicas, como a ação da testosterona, o óxido nítrico, a fosfodiesterase, agem na contração e relaxamento dos vasos sanguíneos, desencadeando a ereção.


Para bloquear estes estímulos são necessários alterações nestes comandos, bloqueios estes permanentes ou acarretando prejuízo futuro às ereções necessárias, para um bom relacionamento sexual.

A redução dos hormônios masculinos, por exemplo, atrofia os vasos cavernosos, além de diminuir a libido; alguns medicamentos antidepressivos agem sobre este eixo como ação colateral, inibindo a libido, o gozo e as ereções.

As cirurgias sobre a região pélvica, principalmente a retirada total da próstata por câncer, pode afetar a ereção se houver algum dano sobre os pedículos vasculonervosos que se direcionam ao pênis.

Como vimos, qualquer tentativa de diminuir as ereções são de efeito permanente e não pontual, como por exemplo, agir só numa determinada hora ou em uma determinada situação, não restando outra alternativa que o conselho de procurar uma ajuda psicológica, no sentido de entender talvez uma situação de hiperestimulo sexual, uma sexualidade exacerbada, uma falta de controle emocional ou uma alteração desencadeada por ansiedade, já que uma ereção passageira pode ser perfeitamente normal, desde que não cause constrangimento e sofrimento ao homem, sendo esta rápida, pois não havendo prosseguimento em termos de uma relação, ela desvanecerá rapidamente.

domingo, 4 de outubro de 2009

Dores após a masturbação :Dr. Uro tira dúvidas de leitor de 16 anos


“Olá, Dr. Uro. Tenho 16 anos e o meu caso é que toda vez que me masturbo, o meu pênis incha, o prepúcio fica bastante inchado e a pele fere, como se rasgasse. E de vez em quando aparecem umas manchinhas brancas nele”

Respondendo a pergunta do nosso amigo internauta, o fato do pênis inchar após a masturbação, é uma consequência direta do trauma mecânico causado pela fricção entre as túnicas que recobrem o pênis, variando de intensidade, conforme o tempo de exposição a este traumatismo, e a força aplicada no local.

Este edema, em todos os casos, deve regredir espontaneamente em horas, não devendo existir lesões de pele, rachaduras superficiais, ou manchas. Em casos como o exposto pela pergunta a nós direcionada, podemos pensar na possibilidade de existir uma inflamação da pele e da mucosa do pênis, provavelmente por um fungo ou uma bactéria.

A preocupação é se seria uma bactéria venérea, coisa que não acreditamos, pois talvez ainda não tenha sido consumada uma relação sexual, satisfazendo-se através da masturbação. Mas lembramos que os fungos, não só por relações, podem infectar os genitais, pois estes microrganismos vivem em ambientes úmidos, sendo frequentes em pessoas que não se enxugam bem após o banho, usam piscinas diariamente, estão em uso de antibióticos - onde a resistência imunológica pode estar rebaixada - ou em diabéticos, pelo mesmo fator.

E quanto às bactérias, temos inúmeras em nossa própria pele, que vivem em simbiose sem causar danos aos tecidos normais, mas que em caso de traumas ou feridas, com perda da integridade tissular, aproveitam esta fragilidade e acabam se transformando em patogênicos, ou seja, causam algum tipo de infecção local.

Na situação então referida, o ideal é a consulta a um urologista ou dermatologista para a correta interpretação destas feridas e irritações locais no pênis, a identificação do agente agressor e o correto tratamento, que varia de acordo com o agente causador; além de ser examinado quanto a possíveis alterações anatômicas do pênis, como por exemplo a presença de fimose ou de um freio curto, entre outras.

Virgindade:Como não se preocupar tanto com a primeira vez?

“Dr. Uro, tenho 18 anos, sou virgem e gostaria de tirar algumas dúvidas. Estou de caso com uma menina, ela não é virgem e tenho medo de, por ser a minha primeira vez, algo sair errado e eu não conseguir dar o devido prazer a ela, pois ouço muitos dos meus colegas que não são virgens frases como estas: 'não vai durar um segundo','é por e ejacular'.

Mas gostaria de saber se tem uma maneira de evitar isto.
Tenho medo de ela achar meu pênis pequeno (16 cm é normal ou anormal?). Estou buscando me controlar para poder agradá-la na relação, sinto grande desejo de praticar relações mas por outro lado há um medo por dentro de que talvez eu não consiga, mas também uma convicção de que eu vou conseguir.

É complicado, acho que sou ansioso pois só de beijar um garota na boca eu tenho ereção. Queria uma dica para uma primeira vez saudável e pouco mais duradoura. E também conseguir me controlar em relações futuras. Antes de tudo já tenho a consciência do uso da camisinha. E com certeza não vou sem ela! Estava lendo no site as perguntas e as suas respostas Dr., parabéns pelo seu trabalho!”

É, gente... Faz lembrar as primeiras aulas de direção nas auto-escolas - a sensação de medo, ansiedade e desejo de logo poder andar por aí no comando do carro, o suor frio nas mãos, a insegurança, a sensação de que não podemos errar... Tem inúmeras situações durante o nosso amadurecimento como pessoas que se repetem e isso faz parte do aprendizado.

No sexo não é diferente. No começo da vida sexual, inúmeras dúvidas quanto ao desempenho e o receio quanto as possíveis críticas que poderiam vir por aspectos físicos, como um pênis um pouco menor que do amigo, um corpo que, geneticamente ou por maus hábitos alimentares, exibe as indesejadas gorduras, ou ser um ejaculador prematuro trazem os mesmos anseios, reações e inseguranças do exemplo acima.

Portanto, é perfeitamente normal não termos o controle ejaculatório desejado, acabando muito antes do previsto, ou termos uma falha na ereção na hora de colocarmos o preservativo ou no momento da introdução do pênis na vagina, pois esta é a hora onde todos os medos de um marinheiro de primeira viajem aparecem e a liberação de adrenalina na corrente sanguínea vai agir, ocasionando a perda momentânea da ereção.

Sim, digo no momento, pois entendendo isto como absolutamente normal acontecer, não é um problema mais sério e, se acalmando, reiniciando as preliminares, ocorrerá uma nova ereção normalmente.


Portanto, aos que vão ter a primeira relação sexual podemos recomendar: calma, que seja num local tranquilo, sem pressões externas, como o receio de pessoas que poderiam chegar sem aviso, que tenham esta primeira relação com uma pessoa muito especial, que não pode ser vista como apenas um ser sexual ambulante, mas que tenha carinho, respeito e vínculo emocional, além, claro, de usar o preservativo, que o prevenirá de contrair doenças sexualmente transmissíveis, de ocorrer uma gravidez indesejada, além de poder retardar um pouco mais a ejaculação já que seu uso diminui um pouco a sensibilidade local da glande e do pênis, em comparação ao que sentiria com o contato direto do membro com a mucosa vaginal.

sábado, 5 de setembro de 2009

Leitor teve relações sem preservativo com uma prostituta e pergunta: "Há perigo?"


Tenho 21 anos e numa viagem a Natal fiquei com uma prostituta. No começo da relação, penetrei-a três vezes sem camisinha, aí lembrei e colocamos a camisinha para continuarmos a relação. Há perigo de eu pegar AIDS por tão pouco tempo de penetração sem camisinha (algo de 20 segundos)?

Depois ela me fez sexo oral e tudo. Por favor, me ajude, estou muito apreensivo para fazer os exames e ver no que vai dar - já pesquisei na internet e sei que devo esperar pelo menos três meses pra fazer o exame”

Quanta preocupação por um momento impensado... Os riscos de contrair uma DST podem ser com qualquer pessoa que tenha vida sexual ativa sem se prevenir, sendo que com as profissionais do sexo é evidente que, mesmo que elas hoje em dia se cuidem mais que anteriormente, não se pode garantir que não sejam portadoras de alguma DST, até por força da sua atividade.

Mesmo que o contato sexual desprotegido tenha sido muito rápido, houve um contato entre as áreas genitais. Não existe nenhum estudo que demonstre que o tempo de contato é um fator determinante para se contrair o vírus da AIDS - que sabemos se transmite através de secreções contaminadas ou por contato com o sangue infectado, o que pode ocorrer através de micro rachaduras na pele e na mucosa quando em atrito, durante a introdução peniana.

Por outro lado, estudos demonstram que a chance de infectar-se aumenta com um maior número de relações sexuais com múltiplas parceiras, com pessoas que tenham vícios e usam de drogas injetáveis, sendo estes fatores os mais importantes na transmissão viral do HIV.
O contato, mesmo sendo ínfimo mas desprotegido, pode também ser a porta de entrada de outro vírus, como o do HPV, que em média fica incubado de três a quatro semanas, aparecendo na sua forma clínica de verrugas genitais, de alto poder de transmissão.

É possível adquirir uma uretrite por bactérias, como o gonococo, ou por uma Chlamidea ou pela Ureaplasma, ou outras bactérias patogênicas que, se contaminavam a vagina, em contato com a uretra masculina podem por ela adentrar e a colonizarem, dando sintomas clínicos de secreção uretral, ardência uretral, ou uma balanopostite - irritação da pele e da mucosa do pênis e da glande, sendo até bastante comum a ocorrência desta inflamação causada por fungos do gênero Cândida.
O correto, ao acontecer uma situação que nem a relatada pelo nosso leitor, é abster-se de novos contatos sexuais sem a devida proteção, e procurar um urologista que, em face do relatado, irá solicitar no prazo certo os exames necessários para um diagnóstico final.

E tratar, se necessário, ou o que seria melhor, tranquilizar nosso paciente no caso de todos os exames derem negativos, aconselhando, o que já fazemos por aqui, no sentido de sempre praticar o sexo seguro desde o início, já que a prevenção é o melhor remédio.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

"Eu deveria me masturbar mais?"



Dr. Uro acaba com a polêmica da obrigação masturbatória

“Tenho 23 anos e quase nunca me masturbo. É muito raro eu praticar o ato de masturbação. Passo, às vezes, até quase um mês ou mais. Dizem que masturbar moderadamente faz bem. E neste caso? Não que eu não sinta prazer, tanto que sou noivo e amo minha noiva e a desejo como nunca. Está tudo bem ou deveria ter mais frequência?”

A masturbação é uma manifestação da sexualidade, absolutamente normal em ambos os sexos, e tem como função o alivio da tensão e da necessidade sexual através da autoestimulação - manual, com vibradores ou outros objetos - das áreas erógenas, principalmente interessando pênis, anus, clitóris e vagina.

Praticada de uma forma esporádica, regida pela necessidade de atingir o orgasmo como uma compensação pela falta do sexo real com um(a) parceiro(a), não faz mal a saúde, ao contrário, traz sensação de alívio e bem-estar.

A necessidade de se masturbar é muito variável de pessoa para pessoa, e é diretamente proporcional com o estado emocional, a maturidade sexual e o equilíbrio psíquico. Sabemos que homens e mulheres podem apresentar compulsão sexual, masturbando-se várias vezes ao dia, parecendo insaciáveis.

Desvios da personalidade e da sexualidade fazem com que a masturbação, pura e simples, não traga a recompensa esperada havendo, então, necessidade de agregar outros fatores, como masturbar-se em público, dentro de carros ou associar a dor como fator de estímulo. Recentemente tivemos a notícia de um ator americano bastante conhecido que foi encontrado pelado dentro do armário de um hotel, morto, ao masturbar-se com o escroto laçado por uma corda pendurada ao varão, para propiciar dor durante o ato masturbatório.

Por vezes, encontramos cálculos na bexiga de mulheres que ao serem retirados, apresentam em seu interior grampos de cabelo, que foram usados para penetrar na vagina como objetos estimulatórios, e por engano foram introduzidos na uretra, e caíram na bexiga, lá formando o núcleo de agregação calcário. Também foram relatados casos de retirada de lâmpadas e outros objetos inseridos no anus.

Portanto, a necessidade masturbatória é muito individualizada, mais frequente nos jovens, mais raro nos idosos, havendo sempre a necessidade de estimulação, primeiramente mental e na sequência erógena, sendo a sua frequência norteada pela necessidade de cada um, e tendo como um balizador o equilíbrio psicoemocional.